Ao acolher a beleza da imperfeição e da simplicidade, Sven Wunder aplica a sabedoria atemporal do *wabi-sabi* nesta jornada musical. O que se ouve é filtrado pelo *ukiyo-e* (que se traduz como “pinturas do mundo flutuante”) — estilo que retrata o cotidiano — e pelo japonismo, o estudo da arte japonesa e, mais especificamente, sua influência sobre obras europeias. O resultado é uma superfície que cria uma ilusão por meio do som. Com a fusão de *min’y* (música folclórica japonesa) e *jazz rock*, essa atmosfera etérea evoca a paisagem de “O Lago das Ninfeias”, de Monet — obra que retrata o jardim do pintor em Giverny, com sua ponte japonesa, bambus, ginkgos e o reflexo do céu no lago. Essa ilusão constrói, simultaneamente, tempo e espaço.